Em 2014 teremos eleições presidenciais.
Para Senador.
Para Governador.
Para Deputado Federal.
Para Deputado Estadual.
Independente de quem ganhar, sabe qual partido vai estar no poder? Em todos os estados.
Em todos os municípios.
Não sabe? O partido de Renan, o partido de Sarney.
Sempre ele. PMDB, número 15 na legenda.
Sabe o que isso significa? Ele não que ser protagonista. Ele quer só a parte dele do bolo. Ele não quer mudança. Ele não quer mudança alguma. E quando quer é na base do mude tudo para que tudo continue sendo o que sempre foi.
Como agir? Não vote em nenhum candidato que comece com o 15. Seja ele quem for. Mesmo que seja bem intencionado. Mesmo que seja honesto.
Quem elege alguém do PMDB, independente da esfera, reforça as velhas raposas da política. Dilma é refém dele. Lula foi refém dele. FHC perdeu o controle de sua base quando o PMDB se dividiu.
Em 2014 não vote 15.000, 1500, 150, 15. Vamos extirpar o mal pela raiz. Simples assim.
Em quem você vai votar? Não importa. Acredite, não há como trazer alguém limpo para conviver na água suja do Congresso Nacional comandando pela banca do PMDB.
#nãovoteno15 #forapmdb
"Nina Cappello, estudante de direito, tida como uma das “organizadoras” do Movimento Passe Livre já havia lavado
as mãos há três dias: “A gente não tem controle. Ficou claro que a
manifestação se transformou numa revolta popular na cidade contra o
aumento da tarifa.” Na noite passada, Lídio Costa Júnior, major da
Polícia Militar, enxaguou as mãos “Não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer”.
Entre a falta de controle da turba e a ausência de responsabilidade da farda, o irracional tornou-se o ator principal do espetáculo
transmitido ao vivo das ruas centrais de São Paulo para os lares de
todo país. Em meio à bruma do spray de pimenta, a euforia do
quebra-quebra misturava-se à excitação dos tiros de borracha. Os dois
lados pareciam ter ciência de que preparavam um noticiário fantástico.
Era como se ditassem para o William Bonner um par de destaques para a escalada de manchetes do Jornal Nacional. Era como se redigissem a capa dos jornais da manhã seguinte. Rodavam uma espécie de filme de ação sem autor nem diretor. Depredavam e lançavam bombas de gás porque seguiam orientações e cumpriam ordens. Orientações do Tinhoso, ordens do Todo-Poderoso. E vice-versa.
Exceto pelos sublevados que não têm cara de quem anda de ônibus, manifestantes e soldados formam uma irmandade feita da mesma matéria prima. Não têm razão para sentir raiva um do outro. Provavelmente moram nas mesmas submoradias, comem o mesmo pão que Asmodeu amassou.
Suprema ironia: quando o prefeito era de outro partido, o PT estimulava o Movimento Passe Livre.
Agora, o prefeito é petista. Cúmplice nos reajustes, faz coro com o governador tucano: não há como cancelar. E a turma que dirige o próprio carro se horroriza com a revolta que um reajuste de R$ 0,20 pode causar. Que horror, que horror!
Por sorte, a rebelião teve um desses momentos que o doutor Luís Roberto Barroso, novo ministro do STF, chamaria de ponto fora da curva. Protagonizou-o o policial militar Wanderlei Paulo Vignoli. Montava guarda no prédio do Tribunal de Justiça de São Paulo quando notou que um sujeito pichava o bem público. Tentou impedir. Súbito, viu-se cercado por duas dezenas de manifestantes.
Apedrejado na testa, sangue a escorrer pelo rosto, recolheu os ruídos que soavam ao redor: “Lincha, lincha. Tira a arma dele. Mata!” Sacou o revólver que trazia na cintura. Estava carregado com balas letais, não de borracha. Por que não atirou? “Somos treinados para manter o autocontrole, só atirar no limite. Entendi que, mesmo tendo sido atingido com pedradas, não era o limite para usar arma de fogo.”
Vignoli anda de ônibus e de metrô.
Quando não está fardado, desembolsa a tarifa que passou de R$ 3,00 para
R$ 3,20. Informado de que os rebeldes pedem tarifa zero, o policial fez
cara de riso. “Eu também gostaria, né? Mas acho que nem os países de
Primeiro Mundo chegaram a esse patamar.”
Segurança do Tribunal de Justiça, Vignoli conta que o prédio acaba de passar por uma restauração milionária. “Eles têm que entender que esse dinheiro [para apagar a pichação] vai sair do bolso da população.” A realidade brasileira por vezes fica inacreditável. Mas quando se imagina que tudo está perdido, o sujeito que segura o revólver demonstra que é possível ter razão disparando apenas argumentos."
Leia "post" original aqui.
Era como se ditassem para o William Bonner um par de destaques para a escalada de manchetes do Jornal Nacional. Era como se redigissem a capa dos jornais da manhã seguinte. Rodavam uma espécie de filme de ação sem autor nem diretor. Depredavam e lançavam bombas de gás porque seguiam orientações e cumpriam ordens. Orientações do Tinhoso, ordens do Todo-Poderoso. E vice-versa.
Exceto pelos sublevados que não têm cara de quem anda de ônibus, manifestantes e soldados formam uma irmandade feita da mesma matéria prima. Não têm razão para sentir raiva um do outro. Provavelmente moram nas mesmas submoradias, comem o mesmo pão que Asmodeu amassou.
Suprema ironia: quando o prefeito era de outro partido, o PT estimulava o Movimento Passe Livre.
Agora, o prefeito é petista. Cúmplice nos reajustes, faz coro com o governador tucano: não há como cancelar. E a turma que dirige o próprio carro se horroriza com a revolta que um reajuste de R$ 0,20 pode causar. Que horror, que horror!
Por sorte, a rebelião teve um desses momentos que o doutor Luís Roberto Barroso, novo ministro do STF, chamaria de ponto fora da curva. Protagonizou-o o policial militar Wanderlei Paulo Vignoli. Montava guarda no prédio do Tribunal de Justiça de São Paulo quando notou que um sujeito pichava o bem público. Tentou impedir. Súbito, viu-se cercado por duas dezenas de manifestantes.
Apedrejado na testa, sangue a escorrer pelo rosto, recolheu os ruídos que soavam ao redor: “Lincha, lincha. Tira a arma dele. Mata!” Sacou o revólver que trazia na cintura. Estava carregado com balas letais, não de borracha. Por que não atirou? “Somos treinados para manter o autocontrole, só atirar no limite. Entendi que, mesmo tendo sido atingido com pedradas, não era o limite para usar arma de fogo.”
Vignoli anda de ônibus e de metrô.
Quando não está fardado, desembolsa a tarifa que passou de R$ 3,00 para
R$ 3,20. Informado de que os rebeldes pedem tarifa zero, o policial fez
cara de riso. “Eu também gostaria, né? Mas acho que nem os países de
Primeiro Mundo chegaram a esse patamar.”Segurança do Tribunal de Justiça, Vignoli conta que o prédio acaba de passar por uma restauração milionária. “Eles têm que entender que esse dinheiro [para apagar a pichação] vai sair do bolso da população.” A realidade brasileira por vezes fica inacreditável. Mas quando se imagina que tudo está perdido, o sujeito que segura o revólver demonstra que é possível ter razão disparando apenas argumentos."
Leia "post" original aqui.







